Pe. Ronaldo Colavecchio, SJ: Um homem simples que fez sua opção pelo Reino de Deus

Teólogo e Escritor, Pe. Ronaldo Colavecchio, SJ, construiu uma história na Amazônia, principalmente na Arquidiocese de Manaus. Ontem (30), ocorreu o lançamento do seu mais novo livro “Na Amizade de Jesus a partir da Amazônia.”
Mesa de Abertura do lançamento

Foto: Ascom PAAM - Jesuítas Brasil

noite de autografoTeólogo e Escritor, Pe. Ronaldo Colavecchio, SJ, construiu uma história na Amazônia, principalmente na Arquidiocese de Manaus. História que foi conhecida e sentida ainda mais na noite de ontem (30), no Centro de Treinamento Maromba, quando lançava o seu livro “A Amizade de Jesus a partir da Amazônia.”

Em um auditório ocupado por rostos variados de leigos e leigas, e pessoas da vida consagrada como padres, seminaristas, irmãs e irmãos religiosos, inclusive com a presença do bispo auxiliar Dom José Albuquerque de Araújo e do Arcebispo da Arquidiocese de Manaus e novo Cardeal do Colégio de Cardeais da Igreja Católica, Dom Leonardo Ulrich Steiner, o evento de lançamento do livro foi construído com afeto e homenagens.  Pe. Ronaldo “com sua perseverança, seu conhecimento, sua pesquisa, seu rigor científico e também por ser um amigo… Ele ensina através desta possibilidade de criar vínculos de amizade”, assim ele é e faz disse Pe. Ricardo Castro, Diretor do Instituto de Teologia Pastoral e Ensino Superior na Amazônia (ITEPES) no início da sua apresentação sobre o jesuíta na mesa de abertura do evento.

Para Pe. Zenildo Lima da Silva, Reitor do Seminário São José, “Pe. Ronaldo sempre fez processos de construção coletiva” e isso é percebido quando se lê os textos do jesuíta, pois para ele provoca um sentir, uma sensação “de sermos participantes”, agentes de construção do Reino. O livro retrata uma espiritualidade sinótica que Pe. Zenildo diz ser novamente uma construção coletiva, pois “fala de uma amizade de Jesus a partir de nós, a partir do nosso chão e isso é muito bonito.”

Outro que expressou sua gratidão foi Dom José , ex-aluno do Pe. Ronaldo e que revelou ter o jesuíta como uma referência de vida. Só na Arquidiocese de Manaus, entre idas e vindas, são 28 anos de uma história compondo a equipe de “formadores do Seminário São José e como diretor espiritual de vários padres diocesanos.”  Dom José recordou também a vida missionária do Pe. Ronaldo como Diretor no Centro de Estudos do Comportamento Humanos (CENESC) atual ITEPES, pároco da Igreja de São Lázaro, como grande pregador de retiros e da recorrência e solidariedade nas visitas aos hospitais, inclusive aos domingos após celebrar alguma missa em horários que poucos se dispõem a essa diligência. Lembrou também do cuidado das almas nos atendimentos das confissões que ainda hoje faz na Catedral Metropolitana de Manaus.

O livro Amizade de Jesus a partir da Amazônia tem linguagem simples, acessível e direta, ainda que o Pe. Ronaldo conheça e tenha bastante experiência com os livros clássicos da Cristologia e Teologia Bíblica. Ao final de cada capítulo ele sugere pistas de reflexão para ajudar o leitor a internalizar o conteúdo e confrontar a sua vida com o proposto.

De acordo com o autor, “Jesus nunca forçava ninguém a entrar, nem a perseverar, no seu movimento. Em vez disso, reconhecia a liberdade – e a responsabilidade – daqueles que desistiram do seguimento dele, e até de quem o traísse. Havia muita falta de fé em Israel, mas para os que tinham olhos para enxergar a doação que Jesus estava constantemente fazendo de si, até com perigo de perder sua vida, a serviço dos sofredores, suscitava uma resposta de compromisso para com ele e fazia com que o relacionamento de amizade entre Jesus e seus discípulos crescesse. ”

Pe. Ronaldo em sua apresentação sobre a obra recordou sua história de encontro pessoal com Jesus, seguimento e crescente amor a Ele que até hoje “é motivo de grande alegria” e o fez querer promover este encontro para outras pessoas a partir do seu serviço. Afirmou que isso tudo lhe fez chegar à seguinte conclusão do como apresentar Jesus:

“A gente tem que dizer porque Jesus morreu. Pois, Ele morreu dentro de um contexto social… Ele assumiu a sua posição. Morreu porque se reconhecia como filho de Deus, filho de um Pai e o Pai tinha uma prioridade. Qual era a prioridade? A prioridade era é o bem de vida do Reino concreto desde a vida emocional ao social, da vida individual ao espiritual, à plenitude da vida de cada pessoa humana”, disse o jesuíta.

Para ele sua vida tomou direção quando compreendeu essa verdade evangélica completa em todos os sentidos para vida do povo, principalmente na dimensão sociopolítica, e que o motivou a traduzir e reiterar essa prioridade de cuidado do Pai, do Filho e que hoje é a dele. Pois, afirmou: “Não queria fazer outra coisa da minha vida que não fosse isso.”

Pe. Ronaldo recebeu outras homenagens de ex-alunos padres, da turma de estudos bíblicos e sociopolíticos da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) com quem ele ao longo de vários anos compartilhou histórias, de amigos e dos próprios companheiros jesuítas que estavam ali presentes.

JESUÍTAS HOMENAGEM

Pe. Hudson Ribeiro, pároco da Catedral Metropolitana da Manaus, e outros padres ofereceram ao Pe. Ronaldo, como presente, um artesanato de um peixe, símbolo do Cristianismo e também da Amazônia, “como forma de profunda gratidão por esse legado que nos deixa e nos ajuda a alimentar nossa amizade com Jesus, disse Pe. Hudson.

peixe de presente

Ao final, o Arcebispo e primeiro Cardeal nomeado da Amazônia, Dom Leonardo, também tomou a palavra e expressou sua gratidão ao Pe. Ronaldo por compartilhar sua experiência de vida que se materializa nos seus livros. Associou o livro também como “uma revelação do Mistério”, na qual conta o “testemunho de uma história e de uma presença na Amazônia”: a do missionário Pe. Ronaldo Colavecchio.

Após a mesa de abertura, todos os presentes puderam participar da noite de autógrafos e felicitar o autor que recebia dupla congratulação, uma pelo lançamento do seu livro e outra por seu aniversário que é comemorado hoje, 31 de maio.

 

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Ana Lúcia Farias

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