CAC promove módulo sobre ecologia integral e bem viver na Amazônia

Escola de Educação Socioambiental promoveu o 7º módulo buscando fortalecer a justiça socioambiental e promover o Bem Viver como uma nova abordagem para coexistência entre seres humanos e natureza.

No dia 20 de janeiro de 2024, a Escola de Educação Socioambiental do Centro Alternativo de Cultura (CAC), em Belém (PA), realizou o aguardado 7º módulo com a temática “Ecologia Integrada e Bem Viver na Amazônia”. O evento reuniu projetos significativos, como os Guardiões Ambientais Ribeiros e o Serviço de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES).

O encontro visou discutir a importância da preservação da Amazônia, nossa casa comum, e abordou ensinamentos fundamentais das encíclicas Laudato Si’ e Laudato Deum. Em um esforço conjunto, os participantes exploraram estratégias para fortalecer a justiça socioambiental, garantir direitos humanos e promover o Bem Viver como uma nova forma de ser e estar no mundo.

A programação incluiu momentos de escuta, troca de experiências, apresentação de documentários sobre projetos locais, conversações espirituais e reflexões sobre o Bem Viver. Destacou-se também um teatro do oprimido, provocando discussões sobre conflitos socioambientais. Ao final, o evento proporcionou uma mandala sensorial, unindo cheiros, cores, sabores e toques, simbolizando a integração entre seres humanos e natureza.

Mary Nelys, analista social do SARES, comenta que “Participar do módulo foi uma experiência maravilhosa, pois a educação popular provoca a troca de saberes, sabores e cheiros da Amazônia”. Ela ainda ressalta: “Para mim foi um aprendizado ter participado deste módulo pois tem a ver com a missão do Sares, ainda mais falando desses dois documentos referenciais como a Laudato Si e Laudate Deum. ”

Sobre a Escola Popular

A Escola Popular responde à demanda crucial de educação socioambiental na Amazônia, enfrentando ameaças provenientes de projetos que comprometem sua rica biodiversidade. Propõe metodologias inovadoras para formação e empoderamento de lideranças, promovendo ecoconsciência, corresponsabilidade e cuidadania.

A Metodologia da Escola Popular para Educação Socioambiental (EPESa) destaca-se por encontros formativos transdisciplinares, incorporando diversas abordagens interativas. Com 44 participantes provenientes de projetos do CAC, movimentos populares e coletivos, a EPESa engloba diferentes níveis de ensino, tradições religiosas e idades.

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Felipe Moura

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