II Noite Ecológica celebra o Dia do Meio Ambiente com foco nos povos originários

Promovido pelo Sares, Centro Magis Amazônia e Equipe Itinerante, evento enfatizou a importância da preservação ambiental e da interdependência entre todos os seres vivos, destacando a cultura e a luta dos povos amazônicos

Em comunhão com o Dia do Meio Ambiente, celebrado no dia 05 de junho, o Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares), Centro Magis Amazônia e Equipe Itinerante, em parceria com diversas entidades, promoveram a II Noite Ecológica, sob o tema central “Povos originários e territorialidade amazônica”.

Realizada no Espaço Loyola em Manaus, a segunda edição da Noite Ecológica proporcionou aos participantes uma rica experiência cultural e espiritual, em consonância com a preservação e o cuidado da Mãe Terra. O evento contou com apresentações culturais, um “paneiro de escuta” e momentos místicos com elementos da região amazônica.

O evento também contou com a presença de diferentes parceiros como a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), a Comissão da Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus, a Comunidade Indígena Kokama Uirapuru e o Observatório Socioambiental do Puraquequara.

Mercy Soares, Educadora Social do Sares, enfatizou a relevância do tema central da noite: “Essa escolha pelo tema se justifica pelo fato de que cuidar da ‘casa comum’ está intimamente ligado à cultura do bem viver desses povos, incluindo indígenas, quilombolas e afros. Essa visão holística do mundo, que reconhece a interdependência entre todos os seres vivos, é fundamental para a construção de um futuro mais justo e sustentável.”

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a partilha das histórias de Ivone Fernandes e Vanda Vitoto. Ivone, uma mulher afrodescendente, enfrentou o racismo e a segregação racial desde a infância, conquistando espaços sociais importantes mesmo diante das dificuldades socioeconômicas. Vanda, uma indígena trazida do interior da Amazônia para a capital para trabalhar como doméstica, representa a resistência dos povos indígenas à exploração e à perda de suas terras. “Esses relatos nos convidam a refletir sobre a importância da imersão na espiritualidade ecológica, que vai além da preservação do meio ambiente. Ela também engloba aspectos socioeconômicos, políticos e sociais, e nos convida a lutar por um mundo onde todos os tipos de vida sejam respeitados e valorizados”, destacou Mercy Soares.

O Pe. Justino Sarmento, padre indígena salesiano de etnia Tuyuca de São Gabriel da Cahoeira, no Alto Rio Negro, Amazonas, também compartilhou suas reflexões: “Este momento é importante porque nós estamos destacando a grande presença da biodiversidade na história dos povos do mundo inteiro, especialmente os povos amazônicos e indígenas. Esses povos têm uma veneração e um carinho muito especial pelo meio ambiente, pois ele significa essa interligação e conexão de vidas. ”

A II Noite Ecológica foi um momento de celebração, reflexão e compromisso com a preservação do meio ambiente, destacando a importância da cultura e das lutas dos povos originários. O evento reuniu pessoas de diversas comunidades e organizações, unidas pelo desejo de construir um futuro mais sustentável e justo para todos.

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Felipe Moura

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