Representantes da Paam participam do XI Fórum Social Pan-Amazônico, na Bolívia

Com a participação ativa de mais de 1.000 pessoas, fórum reafirmou a importância da união e da resistência dos povos amazônicos na defesa de suas terras e vidas

Representantes da Preferência Apostólica Amazônia (Paam), da Companhia de Jesus, marcaram presença no XI Fórum Social Pan-Amazônico (Fospa), realizado entre os dias 12 e 15 de junho, na região de Rurrenabaque e San Buenaventura, na Bolívia. O evento reuniu povos dos nove países que compõem a região pan-amazônica, com o objetivo de fortalecer alianças entre atores sociais, trocar experiências e desenvolver estratégias de ação para a defesa da vida das populações e do bioma amazônico.

A delegação da Paam foi composta pelo Pe. Silvio Marques, SJ, Diretor do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares), Mercy Soares, Educadora Social do Sares, e o Ir. João Luiz de Castro, SJ, membro da Equipe Itinerante. Os participantes se envolveram em debates e reflexões centradas em quatro eixos principais: povos indígenas e populações amazônicas, mãe terra, extrativismos e alternativas, e resistência das mulheres.

O jesuíta Silvio Marques destacou a importância do Fospa como um momento crucial para unir os povos amazônicos na defesa do meio ambiente. “O Fospa foi um verdadeiro kairós, um tempo importante para reconhecer a união dos povos amazônicos, enquanto povos que convivem com a natureza, povos que são natureza, porém vilipendiados pelo lucro. Esse evento nos mostrou que a luta amazônica é conjunta e pan-amazônica, e que temos a missão e a obrigação de conservar, preservar e restaurar a Amazônia”, afirmou.

Mercy Soares expressou sua satisfação em participar do fórum, ressaltando a importância da troca de experiências entre os povos. “Estou muito feliz por nossa participação, onde congregamos vários povos, trocamos experiências, vida e formas de luta pelo bem viver”, disse.

O evento contou com uma programação diversificada, incluindo mesas de trabalho, debates temáticos, construção de documentos com propostas de ação, visitas às comunidades indígenas locais e atrações culturais. As atividades envolveram comunidades camponesas, organizações comunitárias, movimentos populares, representantes dos povos indígenas e da Igreja, como bispos bolivianos, religiosas e religiosos, além de pastorais sociais e ambientais.

O encerramento do XI Fospa, no dia 15 de junho, foi marcado pela leitura e aprovação do “Mandato do XI Fórum Social Pan-Amazônico”, um documento que sintetiza as conclusões das assembleias de cada Eixo Temático. Estes eixos abordaram temas como autonomia e justiça indígena, direitos da natureza, crise climática, transição energética, participação das mulheres, entre outros. As discussões, que começaram em março de 2024 por meio de reuniões e webinars virtuais, foram enriquecidas com o encontro presencial e visitas às comunidades indígenas bolivianas.

Com a participação ativa de mais de 1.000 pessoas, o XI Fospa reafirmou a importância da união e da resistência dos povos amazônicos na defesa de suas terras e vidas, destacando a necessidade de ações coletivas e integradas para enfrentar os desafios ambientais e sociais da região.

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Felipe Moura

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