O Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares) participou, em Brasília, de uma reunião do coletivo Agro é Fogo para planejar as ações estratégicas de 2026 e avaliar as intervenções realizadas ao longo do último ano. A articulação reúne organizações da sociedade civil que atuam no enfrentamento aos incêndios criminosos e na defesa dos territórios tradicionais.
O encontro contou com a presença do diretor do Sares, Silvio Marques, SJ. A instituição integra o coletivo e compõe o Grupo de Trabalho (GT) responsável pela condução das iniciativas.
Também estiveram presentes representantes da Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura (Acesa), do Coletivo de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Maranhão (CMTR), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP), além do Slow Food Cerrado.
Planejamento e incidência política
Durante a reunião, foram debatidas estratégias para a continuidade da cobertura e da denúncia de incêndios criminosos nos territórios, bem como possíveis intervenções diante do cenário político previsto para 2026. A avaliação das ações realizadas no último ano também orientou a definição de prioridades e o fortalecimento da articulação entre as entidades.
O planejamento seguirá para uma próxima reunião ampliada do coletivo, quando os encaminhamentos deverão ser aprovados de forma conjunta, consolidando o plano de ação para o ano.
Fundo Aceiro: inscrições abertas até 27 de fevereiro
Além do planejamento estratégico, o coletivo Agro é Fogo lançou o Fundo Aceiro – Combate e Prevenção aos Incêndios nos Territórios. As inscrições para apresentação de propostas seguem abertas até 27 de fevereiro.
O edital destinará R$ 179 mil diretamente às comunidades, com o objetivo de apoiar pequenos projetos comunitários de prevenção, combate e reparação dos impactos dos incêndios florestais em áreas afetadas pelo fogo criminoso. As iniciativas devem ser construídas a partir dos próprios territórios e ter como referência o Manual de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais das Comunidades Tradicionais dos Povos do Cerrado.
As propostas precisam se enquadrar em uma das três linhas de apoio:
Prevenção comunitária aos incêndios florestais;
Fortalecimento de brigadas comunitárias;
Resposta emergencial, mitigação e reparação dos danos causados pelo fogo.
O edital prioriza ações que fortaleçam a autonomia comunitária, a proteção da vida, dos bens comuns e dos territórios, valorizando saberes tradicionais, práticas agroecológicas e estratégias coletivas de cuidado com a terra, a água e as sementes.
O Fundo Aceiro integra o compromisso da Agro é Fogo com a destinação de recursos diretamente às comunidades que historicamente atuam na proteção dos territórios antes, durante e depois dos incêndios, com apoio da organização Salve Floresta.
Para mais informações, acesse: https://bit.ly/fundoaceiro