Sares participa de Plenária Ampliada de Planejamento do Fórum Amazonense de Reforma Urbana (FARU)

Encontro reuniu 38 representantes de movimentos sociais, instituições e organizações para planejar ações em defesa do direito à moradia e à cidade no Amazonas

O Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES) participou, na última terça-feira (27), da Plenária Ampliada de Planejamento do Fórum Amazonense de Reforma Urbana (FARU), realizada na sede da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), em Manaus. O encontro reuniu 38 pessoas de diversas instituições, movimentos sociais e organizações que atuam na defesa do direito à moradia e da reforma urbana.

Representaram o Sares Josiel Coelho e o diretor da instituição, Silvio Marques, SJ. A participação reafirma o compromisso do Serviço com a promoção da justiça socioambiental, do direito à cidade e da garantia de condições dignas de vida para as populações amazônicas.

A plenária teve como objetivo avaliar as ações desenvolvidas ao longo de 2025 e construir, de forma coletiva, o planejamento das iniciativas do FARU para 2026, em diálogo com instituições governamentais e privadas. As discussões estiveram centradas no fortalecimento das políticas públicas de habitação no estado do Amazonas e no município de Manaus, diante da crise urbana e habitacional enfrentada pela população.

Durante o encontro, foram apresentados dados que evidenciam a gravidade da situação em Manaus, como a existência de 72 ocupações urbanas, envolvendo cerca de 35 mil famílias, além de um déficit habitacional estimado em 120 mil moradias e mais de 112 mil famílias vivendo em áreas de risco.

A ocasião reforça a importância da articulação entre movimentos sociais, organizações da sociedade civil, universidades e instituições públicas para a construção de cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis, fortalecendo a incidência política em defesa do direito à moradia e da reforma urbana no Amazonas.

O diretor do Sares, Silvio Marques, SJ, destacou o direito à moradia como um direito fundamental, relacionando-o ao conceito de casa comum, retomado pelo Papa Francisco na Encíclica Laudato Si’. “Nós vivemos, na última década, esse conceito de casa comum, que o Papa Francisco traz novamente à tona a partir da realidade que a humanidade vive”, afirmou. Silvio explicou que esse entendimento remete ao oikos, compreendido como o direito ao lugar, ao lar e ao abrigo. “Desde o início da humanidade, o direito a um lugar está presente. Todas as criaturas têm sua toca, têm a sua casa, como um direito fundamental”, disse.

 

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ascom

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